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Os filhos dos outros é que são

  • 16 de fev. de 2021
  • 1 min de leitura

Toda a gente sabe que as crianças são chatas

Que fazem birras a toda a hora

Que querem sempre mais e amuam

E nunca fazem as coisas à primeira

Que tiram horas de sono à mãe

E anos de vida ao pai

Que deixam os brinquedos espalhados pelo chão

E não gostam de se vestir sozinhos

Que sujam sempre

a roupa nos casamentos e batizados

Que choram quando os deixam na creche

E ignoram o pai e a mãe quando as vão buscar

Mas os filhos dos outros não

Porque os filhos dos outros estão

Muito próximos da perfeição

Não fazem birras nem amuam

São compreensivos e fazem tudo à primeira

Dormem a noite toda e nunca se magoam

São limpos, autónomos e arrumados

Ajudam sempre os pais

Nunca sujam a roupa

Nem choram quando os deixam na creche

E fazem uma festa quando os vão buscar


Continuamos a achar que os filhos dos outros é que são os melhores. Só que não. E que tal deixarmos de perder tempo com comparações e procurarmos o melhor nos nossos e ajudá-los a transformar as suas fragilidades em fortalezas?

Texto original* de Nuno Pinto Martins, formador certificado em Disciplina Positiva, fundador da Academia Educar pela Positiva e autor do livro “Educar pela Positiva: um guia para pais e educadores”.



 
 
 

1 comentário


Erik Streeter
Erik Streeter
há 3 dias

Que postagem fantástica! Você tocou em algo que ressoa profundamente comigo, e confesso que me senti um pouco assustado ao ler, porque é exatamente o que eu sempre pensei sobre ter filhos. É tão raro encontrar quem fale abertamente sobre essa dualidade de sentimentos, essa mistura de amor incondicional com o turbilhão de emoções que a paternidade traz. Lembro-me de quando meu sobrinho nasceu; eu o amava, claro, mas a rotina, a falta de liberdade, tudo aquilo me fez questionar se seria capaz. Essa sua reflexão sobre a beleza e o caos caminharem juntos é um dos pontos mais brilhantes que já li sobre o assunto. Sem dúvida, vou compartilhar isso com amigos que estão nessa fase de decisões ou…


frank

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